Modelo de sucesso na premiação de colaboradores, as viagens de incentivo precisaram se reinventar diante do momento atual

Reconhecida como uma das formas mais assertivas de recompensar os colaboradores e até clientes e parceiros, as viagens de incentivo ganharam mais espaço nas empresas nos últimos anos. Como resultado, há 2 anos essa modalidade passou a representar mais da metade (56%) do investimento em live marketing das companhias, segundo a Associação de Marketing Promocional (Ampro).

Além disso, as viagens de incentivo também são consideradas essenciais para o turismo brasileiro. Afinal, essa modalidade movimenta o mercado sobretudo na baixa temporada, quando a rede hoteleira costuma ficar mais ociosa.

No entanto, com o surgimento da pandemia de Covid-19, apesar de não precisar ser interrompido, esse tipo de premiação precisou passar por reformulação.  Isso porque, além de mudar as rotinas das cidades, a pandemia também fechou ou limitou as visitações dos pontos turísticos mais tradicionais, por exemplo. Do mesmo modo, lugares fechados ou que possam causar aglomeração de pessoas passaram a ser evitados e diversos países criaram um controle mais rígido de entrada de estrangeiros.

Desta forma, como estabelecer um novo formato de viagens de incentivo? Confira, abaixo, as principais transformações em decorrência desse cenário pandêmico.

Viagens a menores distâncias

A mudança mais importante percebida na pandemia foi o foco em viagens em território brasileiro. País extenso, rico em diversidade e com opções vastas para todos os públicos, o Brasil deve concentrar o número de viagens em 2021. Opções não faltam. São mais de 7 mil quilômetros de litoral, divididos por 280 municípios de 17 estados, uma lista infindável de cidades históricas, grandes metrópoles e destino fantásticos na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo.

Soma-se a isso a dificuldade de viajar ao exterior no momento. Alguns países suspenderam temporariamente a entrada de estrangeiros, outros têm barrado passageiros com estadia recente pelo Brasil, enquanto outros ainda iniciam o processo de reabertura de fronteiras. Por isso, a recomendação é a permanência em solo brasileiro.

Nesse sentido, conforme pesquisa da plataforma de buscas Kayak, 49% dos entrevistados preferem viajar dentro do Brasil. Destes, 27% desejam viajar dentro de seu próprio Estado. Enquanto isso, somente 15% das pessoas citam o interesse por viagens internacionais. Ainda segundo a pesquisa, os hotéis continuam sendo o tipo de hospedagem preferido. Além disso, o avião permanece como o principal meio de transporte considerado pelos brasileiros.

Por isso, um bom caminho é encontrar locais isolados dentro do Brasil, longe de qualquer preocupação quanto a aglomerações. Sobretudo os destinos ao ar livre, que privilegiem o contato com a natureza. Então, praias mais vazias e cidades históricas menos badaladas, por exemplo, podem ser opções interessantes.

Mais critério na escolha de hospedagens

Segundo pesquisa da americana Incentive Research Foundation (IRF), hotéis e pousadas com um bom plano limpeza e higiene têm sido as acomodações mais procuradas. A maioria dos planejadores de viagens incentivos também procura hospedagens que possuam uma lista detalhada de precauções que estão tomando para cumprir as diretrizes de distanciamento social.

Outra mudança apontada no levantamento é que companhias maiores estão buscando reservar espaços completos, como chácaras ou pequenas pousadas, por exemplo. Pois, dessa forma, é possível ter maior controle sobre o ambiente e minimizar riscos para os viajantes.

Mantenha-se atualizado

Nunca é demais enfatizar que ainda estamos vivendo uma pandemia. Portanto, mantenha-se sempre informado e, antes de planejar a viagem, verifique a situação atual do seu destino. Pesquisar os números da pandemia, as restrições de locomoção e acesso a espaços públicos, por exemplo, podem evitar inconvenientes durante a viagem.

Assim, as viagens de incentivo tendem a continuar como uma escolha assertiva por parte das companhias. E então, a necessidade de se reinventar fará com que o modelo de premiação seja ainda mais fortalecido. Dessa forma, enriquecendo opções, formatos e destinos, inclusive para o período pós-pandemia.