homem digitando no notebook

Com o avanço da Covid-19 no último ano, muitos eventos foram adaptados para o formato online, sejam eles culturais, sociais ou corporativos. No entanto, um ponto importante sobre esses encontros que ainda não ganha o destaque merecido é a acessibilidade. Afinal, os eventos virtuais precisam ser feitos em uma plataforma estável, democrática e que abrace todos os participantes.

Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 25% da população têm alguma deficiência — o que equivale a, aproximadamente, 45 milhões de pessoas. E, assim como os outros 75% dos brasileiros, essas pessoas também consomem conteúdo na internet. Por isso, pensar em formas de incluí-las na hora de realizar um evento é algo imprescindível, até porque elas têm esse direito por lei (Lei nº 13.146, aprovada em 2016).

Confira abaixo 8 práticas de inclusão recomendadas pela ONG americana RespectAbility em parceria com o portal The Chronicle of Philanthropy!

1 – Dê instruções claras para que as pessoas entrem na plataforma

Cada plataforma possui uma maneira diferente de ingressar e, nem sempre, as pessoas sabem exatamente como utilizá-la. Por isso, é interessante criar um manual de instruções com imagens e escrita em braille para que todos saibam exatamente o que fazer para que sua participação no evento seja efetiva.

2 – Permita que as pessoas participem por telefone 

Boa parte dos eventos são feitos por videochamadas (ao vivo ou gravadas). No entanto, pessoas com deficiência visual podem ser prejudicadas. Sendo assim, para que elas sejam incluídas, permita sua participação via telefone. 

3 – Tenha legendas ou tradução simultânea para Libras

Ao adicionar legendas ou tradução para Libras em seus vídeos, você está ajudando, e muito, as pessoas surdas a compreenderem o que está sendo debatido no evento. Porém, muito cuidado com as legendas, pois elas não podem ser transcritas de maneira literal; é preciso que o conteúdo seja adaptado para um texto compreensível à leitura.

4 – Evite efeitos piscantes 

Pouco se pensa nas pessoas que sofrem de epilepsia fotossensível. Então, para evitar que algo de ruim aconteça com algum participante, evite gifs ou vídeos que contenham muitos efeitos luminosos.

5 – Inclua textos alternativos nas imagens

A maioria das pessoas com deficiência visual usa leitores de tela em seus computadores ou smartphones. Portanto, cogite a inclusão de textos alternativos nas imagens de sua apresentação.

6 – Faça apresentações inclusivas

Aqui, a premissa do ‘menos é mais’ é real. Desse modo, sempre prefira montar uma apresentação básica, com fontes fáceis de ler (Arial e Helvetica, por exemplo), espaçamento entre os parágrafos e contraste de cores entre o texto e o fundo do slide.

7 – Torne as pessoas com deficiência parte do processo 

Interagir com o público faz com que ele se sinta acolhido e importante para o processo. Por isso, converse com ele, faça perguntas, dê a fala a quem está fazendo tudo acontecer.

8 – Faça pausas 

Se os seus eventos sempre costumam ter aqueles minutos finais para que as pessoas tirem suas dúvidas, por que não transferi-los para o meio? Assim, pessoas com dificuldades de aprendizagem podem processar melhor as informações que acabaram de receber, bem como fazer uma pergunta caso algo não tenha ficado claro para elas.


A Premier Turismo se preocupa muito com a sua experiência do início ao fim. Por isso, pautas como essa são muito importantes para serem discutidas. 

Para ler outros conteúdos que envolvem o mundo dos eventos e viagens corporativas, fique de olho no nosso Diário de Bordo!

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