No artigo desta semana nosso Gerente Financeiro Douglas Michelato compartilhou algumas lições que observou nesta pandemia em que vivemos. Leia o artigo completo abaixo.

A pandemia do coronavírus tem deixado as mais diversas cicatrizes pelo mundo afora, sobretudo nas finanças das inúmeras empresas que promovem e sustentam a economia de seus países. No Brasil, passada a fase do choque havido num primeiro momento, faz-se necessário compreender os imensos malefícios causados nessa área, a fim de se buscar soluções.

Muitas vezes, em nossas empresas, ficamos ilhados, quase que confinados no dia a dia maçante do trabalho, praticando o “achismo” para saber se a empresa ainda é lucrativa ou não. O pensamento dominante repete quase sempre, a velha máxima: baixar custos e aumentar a receita. No entanto, a crise chegou de forma avassaladora, impondo questões como: somente essa prática bastaria para uma empresa sobreviver a tamanha crise?!

A resposta surge determinante: NÃO! Não basta baixar custos e aumentar receita.

Em que pese serem componentes importantes, dispor de uma gestão de caixa eficiente, renegociar prazos e valores com fornecedores e trazer os números referentes literalmente na palma da mão para tomar as melhores decisões e manter o negócio vivo, enquanto se espera a tormenta passar e a maré ficar lisa para navegar novamente.

Particularmente, no setor de viagens, vivemos um período de faturamento quase 0(zero), no entanto, as contas continuam chegando. Nesse momento, um caixa saudável pode ser o diferencial, uma vez que recorrer a bancos, além dos diversos entraves burocráticos, resulta em maiores custos, pois, por mais baixos que sejam os juros, eles vão bater à porta e, fatalmente, comprometer ainda mais as finanças da empresa.

Portanto, é chegada a hora de se começar a planejar o futuro; entender a empresa por um viés monetário, sem o famoso “vender almoço para comprar a janta”; deixar de lado o amadorismo e se preocupar com a saúde financeira de longo prazo.

Afinal, embora as crises sejam recorrentes ao longo de nossa história, sequer imaginávamos vivenciar esta angustiante e monumental conjuntura, demonstrando-se, assim, a grande lição de se permanecer obrigatoriamente em contínuo sobreaviso, a fim de estar preparados para enfrentar quaisquer adversidades ocorrentes em nossa existência pessoal e profissional.